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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Copa Amazônida

O Brasil, a partir da segunda quinzena de junho e primeira de julho, será a principal vitrine do mundo por conta do campeonato mundial de futebol. Será a oportunidade para ofertarmos aos milhares de turistas do mundo inteiro a nossa marca de povo alegre e acolhedor e, mais do que isso, os nossos valores culturais. Esta tarefa caberá, também, ao estado do Amazonas que sediará o evento na cidade de Manaus que terá como tarefa, entre tantas, mostrar ao mundo, e ao Brasil, a beleza da cultura amazonense.

Será o momento para apresentar aos que aqui estiverem a beleza das músicas regionais, seja amazonense, paraense, rondoniense, amapaense, roraimense ou dos nossos artistas acreanos. Manaus é a sub-sede, mas será, também, a aglutinadora de todo tipo de expressões culturais do norte do Brasil. Nada de shows megalomaníacos a peso de ouro com artistas de fora, como já ocorreu no passado, e a prata de casa será colocada num segundo plano de eventos. Será o momento para encantar os turistas com os cânticos que falem da Amazônia e do Amazonas, talvez esse seja um dos legados desta copa para os que tanto reclamam.

Nossa marca registrada no mundo é o Festival Folclórico de Parintins e certamente será destacado com a apresentação dos bois mais queridos do povo amazonense. Entretanto, a Ciranda de Manacapuru mostra de igual maneira as belezas de nossa região e merece que o mundo a veja, assim como o Festival Folclórico de Manaus, o ritual da Moça Nova do Alto Solimões, entre outras festas populares amazonenses. Certamente essas manifestações encantarão a todos que estiverem sintonizados com este mega evento esportivo no Brasil e especificamente na cidade Manaus.

Os organizadores da parte cultural deste evento futebolístico aqui em Manaus têm que olhar este momento como oportunidade para imprimir um prisma de valorização da nossa cultura cabocla e indígena e mostrar ao mundo quanto orgulho ela representa para cada amazonense. Fazer saber da grande satisfação que temos de comer jaraqui e tucumã.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A economia vai bem

O discurso oposicionista no Brasil está desfocado da realidade do País. Ao centralizar a discussão no campo econômico terá, mais uma vez, um revés eleitoral, pois alguns dos principais indicadores de natureza econômica são altamente favoráveis ao governo brasileiro, o que beneficiará, em muito, o projeto de reeleição da Presidenta Dilma Roussef.

O alarde que a oposição faz com o crescimento da economia brasileira é desproporcional com a realidade dos fatos, se considerarmos a crise econômica internacional. Apesar do cenário desfavorável para a economia mundial, o Brasil teve crescimento econômico em 2013 de 2,3%, uma das maiores taxas dos 20 países mais ricos do mundo.
 
A inflação, principal balizador da política econômica, está sob controle, apesar do alarmismo de alguns analistas comprometidos com o campo oposicionista teimarem em afirmar, sistematicamente, que o governo perdeu o controle inflacionário. Em 2013, depois de todo esforço da oposição para noticiar uma inflação “fora de controle”, o índice fechou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. Nos primeiros meses do ano o dragão continua enjaulado.
A tal gastança desenfreada promovida pelo governo federal, tão difundida nos circuitos oposicionista soa como folclore. A comparação entre o início do governo petista e os oito anos do governo tucano da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) é bastante ilustrativa para dissipar as análises catastróficas das contas públicas brasileira. Em 2002 este índice estava situado em 55%, em 2013 a dívida líquida do setor público fechou em 33,8%.
Vez ou outra a oposição acusa o governo brasileiro de não ter política industrial e que nosso parque industrial foi sucateado. Os números falam por si. Em janeiro de 2014 o crescimento industrial brasileiro foi de 2,9%, um dos maiores nos últimos 12 meses, em fevereiro o crescimento se repetiu, o que destoa do pessimismo da oposição.
Portanto, apostar no quanto pior melhor na economia não trará muitos resultados positivos pra oposição. Ao contrário, é no campo econômico que tem assegurado a popularidade da Presidente.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ditadura nunca mais

Como hoje, há 50 anos o Brasil vivia um momento de profundas transformações em prol da maioria de sua população, infelizmente interrompido pela força de uma ditadura civil-militar que durou 21 anos sob protestos de milhares de brasileiros que foram às ruas para restabelecer a ordem democrática e retomar o projeto de um Brasil soberano e desenvolvido.
As ‘Reformas de Base’, projeto apresentado pelo governo João Goulart, buscava tão somente construir um Brasil mais independente dos interesses estrangeiros. Entre tantas medidas anunciadas, as que mais encontraram resistência dos setores conservadores, atrelados e submissos ao capital estrangeiro, foram a regulação da remessa de lucros e uma ampla reforma agrária, condição imprescindível para o nosso desenvolvimento soberano. Infelizmente, aquele projeto foi interditado pelo conservadorismo brasileiro, o mesmo que se manifesta nos dias de hoje contra o projeto democrático e popular em curso.
Desde o início dos anos de chumbo no Brasil, setores importantes da sociedade se manifestaram contra aquele modelo implantado pelos generais que deixaram como consequências drásticas um endividamento brasileiro estratosférico e o arrocho do salário dos trabalhadores. Estudantes, artistas, sindicalistas foram às ruas pedir o fim da ditadura e a volta de eleições livres. Infelizmente muitos pagaram com a vida para tirar o Brasil daquele que foi um dos piores momentos de nossa história.
No final dos anos 70 quando o projeto entreguista dos militares perdeu força, com inflação galopante, forte endividamento externo e crescimento econômico pífio, as forças sociais de norte a sul do Brasil derrotaram esse projeto nefasto que nos atrasou por 21 anos.
Novamente o Brasil encontra-se diante de um momento importante de sua história, pois o projeto em curso tem feito o país avançar em diversos aspectos e novamente as forças conservadoras têm feito incursões para frear esse processo. É preciso estar atento com as viúvas da ditadura para não retrocedermos.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Triste Parlamento

Para especialistas a dor de ser vítima de violência sexual na infância permanece para o resto da vida. Quem assistiu ao filme ‘Meninos e Lobos’, de Clint Eastwood, tem uma melhor percepção do trauma de abuso sexual na infância, muito bem interpretado por Kevin Bacon, que no filme foi vítima deste tipo de violência. Se a maioria dos deputados estaduais do Estado do Amazonas tivesse tido um pouco de sensibilidade não esperariam nem um minuto a mais e instalariam de imediato a CPI da Pedofilia no Estado do Amazonas. Infelizmente, não foi o que aconteceu, manobraram para barrar a CPI.
Infelizmente, esse crime é cometido em todo mundo e aqui no Brasil tem índices alarmantes, atingindo crianças entre 9 e 10 anos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2012, houve 7.592 notificações de casos desse tipo de violência nessa faixa etária, sendo 72,5% entre meninas e 27,5% em meninos. Isso corresponde a 27% de todos os casos de violência registrados pelos hospitais entre crianças e adolescentes.
Claramente os deputados estaduais amazonenses manobraram para barrar a investigação na casa. Primeiramente retardaram ao máximo o parecer da Procuradoria que daria o aval para instalação da CPI e não encontrando outra desculpa diante da exigência da sociedade amazonense que clama pela investigação encontraram uma velha fórmula: empurrar para depois das eleições que provavelmente não os desgastará junto ao eleitor e lá na frente os fatos já terão sido esquecidos.
A desculpa da falta de condições administrativas por já ter uma CPI em andamento soa como piada, pois são 24 deputados estaduais e com certeza não são todos envolvidos com CPI da telefonia. Contaminar a investigação com período eleitoral é brincar com a consciência do eleitor amazonense.
O parlamento estadual amazonense perde a oportunidade de dar uma grande contribuição e orgulho aos amazonenses que clamam por justiça em favor de nossas crianças vítimas desses bandidos que merecem ser banidos da política local.
Artigo publicado no D24Am.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Um breve balanço

Como diz o adágio popular: vão os homens e ficam as obras. Faz um ano da morte do ex-presidente Chávez. Seu legado para a América Latina requer que façamos uma breve reflexão.
Os anos 90 foram marcados pelo aprofundamento das políticas neoliberais, baseadas, sobretudo, no ‘Consenso de Washington’. A expressão mais visível daquele momento foi a entrega do patrimônio público a setores privados, com a promessa de oferta mais eficiente dos serviços público. No entanto, o resultado que se viu foi um aprofundamento dos problemas sociais. O desemprego, a precariedade do trabalho e a queda nos níveis de renda, principalmente dos mais pobres, se intensificou. A lição deixada foi que o tal mercado como organizou da economia fracassou, o que abrira perspectiva para uma nova fase na América Latina.
O marco deste novo momento se deu com a eleição do Presidente Hugo Chaves em 1998, na Venezuela, que apresentava uma nova agenda para o continente. Se contrapondo ao neoliberalismo, novos governos foram se sucedendo: Lula, no Brasil; Evo Morales, na Bolívia; Nestor Kirchner, na Argentina, Mujica no Uruguai, dente outros. O contraponto central das novas forças que emergiram foi priorizar as políticas sociais que fizeram reverter os históricos problemas nesta parte da América.
Foram avanços significativos disseminados na última década. Tanto em termos de redução da secular desigualdade, quanto de diminuição da pobreza, de progressos na educação e na saúde e de aquecimento do mercado de trabalho, o que se viu foi uma onda de melhora nas condições de vida da maioria da população. Na esteira desse movimento, emergiu na maior parte dos países latino-americanos e caribenhos uma nova classe média de base popular, que está transformando de forma profunda as relações sociais, econômicas e políticas da região.
Neste momento que a direita vem intensificando seus ataques contra governos populares na América Latina é um bom momento para fazer um balanço das transformações ocorridas para não deixar retroagir.

sábado, 1 de março de 2014

ZFM: 47 anos

Completamos 47 anos de Zona Franca de Manaus (ZFM). Com seus altos e baixos, o modelo, idealizado pelo deputado federal Francisco Pereira da Silva, ainda é o principal instrumento de promoção para o desenvolvimento do Estado do Amazonas. Os indicadores do ano passado falam por si, no entanto, precisamos avançar para suplantar os gargalos que impedem de avançarmos, além do que é preciso procurar alternativas econômicas que nos tirem da dependência exclusiva deste modelo de desenvolvimento.
Em 2013, enquanto boa parte do mundo, em particular o continente europeu, foi abatido pela crise econômica que solapou boa parte do emprego dos trabalhadores, nosso Polo Industrial registrou recordes de criação de postos de trabalho. Foram registrados, segundo indicadores da Suframa, 129.663 postos de trabalhos, entre efetivos, temporários e terceirizados.
Outro dado importante que revela a pujança do nosso Polo é indicado pelo faturamento da indústria, que mais uma vez apresenta crescimento recorde. No ano que passou, as empresas instaladas no parque industrial amazonense fecharam com um faturamento acumulado de mais de R$ 80 bilhões.
Apesar de ZFM se mostrar uma experiência exitosa, ainda há setores do empresariado brasileiro que se opõem à continuidade deste modelo, haja vista os constantes ataques desferidos por representantes da indústria paulista e que se materializam nas tentativas de inviabilizar o modelo no Congresso nacional. Por exemplo, todas as vezes que esteve em pauta a prorrogação do modelo, deputados paulistas criaram empecilhos. Foi assim em 2003 e está sendo agora em 2013, mas tudo indica que pelo esforço da base do governo estamos bem próximo da aprovação do projeto.
Nesse quase meio século de existência faz-se necessário pensar em alternativas à ZFM e nossa região apresenta inúmeras oportunidades. Por exemplo, a agroindústria e o turismo são setores promissores que precisam ser fomentados.
Foto: Portal Amazônia
Publicado em: http://blogs.d24am.com/artigos/2014/03/01/zfm-47-anos/

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Mudança de Paradigma

Em épocas de neoliberalismo brasileiro as respostas às crises externas tinham como princípio básico cortes de gastos públicos, prejudicando os mais pobres. Com a chegada do PT ao governo central essa lógica se inverteu: a ampliação dos gastos foi a tônica. Exemplo disso é o Programa Minha casa, Minha Vida que além de ter ajudado no enfrentamento da crise econômica internacional tem possibilitado o bem estar de muitos brasileiros com a realização do sonho da casa própria, como aconteceu em recente viagem da Presidenta Dilma ao Amazonas.
Mais de 1,5 milhões de famílias já foram contempladas com a casa própria por este Programa, outras 1,7 milhões foram contratadas, um investimento de R$ 200 bilhões. A meta a se atingir é de 2.750 bilhões de famílias, até o final do ano. São recursos investidos na economia que possibilitam ampliar o número de empregos, gerar renda e aumentar o consumo, o que ajuda o Brasil a atravessar a crise capitalista sem muita turbulência.
 
Na semana passada a presidenta Dilma esteve em Manaus para entregar 5.384 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida em parceria com o governo do estado, beneficiando 21 mil pessoas. Nas palavras da presidenta ninguém tem que agradecer ao governo pelo benefício recebido, pois se trata de dinheiro do povo que tem de ser retornado com políticas públicas que melhore suas condições de vida e o sonho da casa própria é uma grande realização.
 
Este programa tem grande impacto social e no amazonas mais ainda, pois o estado tem o segundo pior déficit habitacional do país, com uma carência de 193 mil unidades, segundo censo demográfico de 2010. Segundo os dados do IBGE, Manaus tem déficit habitacional de 105 mil unidades.
A mudança de paradigma no enfrentamento da crise econômica internacional nos últimos 12 anos no Brasil é muito mais abrangente, mas sem dúvida alguma o Programa Minha casa, Minha Vida retrata muito bem a diferença do que foram os anos noventa e a percepção atual em termos de política pública.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A história como lição

Em 1954 um atentado contra Carlos Lacerda na Rua Toneleros ocasionou a morte do Major Rubens Vaz. Tal fato servira de pretexto para tirar Vargas do poder, o que não ocorreu pelo suicídio e seus desdobramentos. O conflito entre sem-terras e a polícia no Paraguai levou à morte 8 policiais e 9 manifestantes e, novamente, a responsabilidade recaiu contra o Presidente, Fernando Lugo. Foi o estopim para depô-lo do poder. Na Venezuela em 2002 o roteiro foi o mesmo. O velho Marx já advertiu: a história se repete. O que de fato está por trás dos protestos violentos que ocorrem no Brasil nos dias de hoje?
A recente morte do cinegrafista da Band atingido por um rojão quando cobria uma manifestação trás à tona uma preocupação: o que de fato se deseja com essas manifestações? Protestar contra as políticas públicas ou criar um pretexto para desestabilizar o país e atender interesses de grupos que almejam derrotar o atual governo nas próximas eleições presidenciais, a qualquer custo.
Sem um projeto para apresentar ao país a oposição Brasileira tem apostado no quanto pior melhor. Não foram poucas as tentativas. Sistematicamente, os grandes jornais anunciam o desastre que ronda a economia brasileira, o que não encontra respaldo nos principais indicadores econômicos. Usam o moralismo e o combate a corrupção como forma para atacar o principal partido de sustentação da presidente, ainda assim não encontram ressonância na sociedade. Protestar é legítimo na democracia, mas agredir pessoas, depredar propriedades é inconcebível.
Não podemos criminalizar as manifestações, mas também não é possível aceitar de forma passiva os protestos criminosos, tanto desses movimentos como das forças policiais. A história nos ensina onde essas práticas podem descambar.
A democracia foi uma conquista do povo brasileiro. Milhares de vida se perderam para restaurá-la. Protestar é forma legítima para a construção da cidadania, no entanto, a violência de alguns grupos precisa ser contida, sob pena de regredirmos na história.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

PT, mais um ano

Nesta semana se Henrique de Souza Filho tivesse vivo faria 70 anos, infelizmente nos deixou de forma precoce. Na próxima segunda-feira, 10, o Partido dos Trabalhadores (PT) fará 34 anos. O que uma coisa tem haver com a outra?. “Tô vendo uma esperança!”, com esta frase Henfil preconizava o surgimento do PT, partido que desde sua origem impulsionou grandes transformações na sociedade brasileira e, neste mais um ano de sua existência, continua uma força atuante em prol de um Brasil melhor.
Os relatos são vários na literatura. Quem esteve no colégio Sion naquele 10 de fevereiro de 1980 conta o tamanho da emoção que foi fundar o PT. Três figuram marcaram simbolicamente o que representava aquele movimento: Mário Pedrosa, um importantíssimo intelectual, trotskista, do Partido Socialista; Sérgio Buarque de Holanda e o Apolônio de Carvalho. Pessoas com 70, 80 anos de idade, que marcaram toda uma tradição de luta política na sociedade brasileira.
A esperança sinalizada por Henfil naquele momento se refletiu nas profundas transformações realizadas por este partido ao longo de sua existência, seja governando em todas as esferas de poder, como, também, nas diversas lutas por liberdades, justiça e direitos humanos. A marca do governo do PT foi a participação popular e assim o fez nas prefeituras, governos estaduais e, nesses últimos 11 anos, no governo central. Esteve na frente de lutas importantíssimas pela democratização do país e políticas públicas que beneficiasse a maioria da população.
Nesse período que está ocupando o Palácio do Planalto, conquistas importantes se efetivaram. Mais de 20 milhões de empregos formais foram criados, o aumento real do rendimento do trabalhador foi significativo e mais de 40 milhões de brasileiros ascenderam socialmente. Indubitavelmente, O PT teve papel preponderante por este Brasil de Hoje.
O escritor italiano Antonio Gramsci escreveu que contar a história de um partido é escrever, de forma monográfica, a história de um país. O PT é exemplo desse dito.
 
 Em D24Am

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Água: não ao reajuste

O ano nem bem começou – para alguns só começa depois do carnaval – e já nos deparamos com notícias ruins para a população manauara. A Manaus Ambiental solicitou e a Agência que regula o serviço de água e esgoto, Arsam, autorizou reajuste de 5,52% destes serviços. A concessionária alega que o contrato prevê reajuste anual, mas bota uma viseira sobre as cláusulas que não são cumpridas.
Em síntese, o contrato de concessão diz o seguinte: a concessionária tem que prestar serviço adequado, manter os sistemas de abastecimento de água e esgoto sanitário com padrões de qualidade, bem como atingir metas de cobertura dos serviços prestados. Segundo dados da Arsam, 160 mil residências na cidade de Manaus não possuem serviço de esgoto; além do que, um grande percentual de famílias não desfruta de água encanada e, quando tem, o serviço é interrompido em determinados momentos. Falar de reajuste anual e não oferecer o serviço como recomenda o contrato é inaceitável.
A bola está com o senhor prefeito de Manaus, que tem usado e abusado da publicidade pessoal. A sua indignação manifestada em alguns momentos contra a empresa Manaus Ambiental tem que se transformar em gesto mais concreto em favor dos manauaras e não aceitar o aumento da tarifa de água e esgoto, enquanto a concessionária não cumprir com as metas estabelecidas no contrato de concessão e a tarifa social seja implementada.
Alguns parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) ingressaram no Ministério Público Estadual (MPE) com uma representação pedindo a suspensão desse reajuste abusivo, mas é preciso que a sociedade também se manifeste contra esse tipo de arbitrariedade. Aproveitar esse momento de contestação que se vivencia na sociedade brasileira para cobrar que os serviços públicos em Manaus tenham uma tarifa justa e seja de boa qualidade.
Em vez de fazer marketing despachando de um leito hospitalar, o prefeito da cidade de Manaus poderia fazer um grande gesto ao povo desta cidade, antes do carnaval, e dizer a Manaus Ambiental não ao reajuste.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A questão indígena

A perseguição ao povo Tanharim no final do ano passado e início deste em Humaitá precisa ser mais bem esclarecida, sob pena de cometermos mais uma injustiça contra a população indígena da Amazônia que ao longo de sua história tem sofrido as mais diversas brutalidades e atrocidades com o avanço do capitalismo depredador, que tem avançado pela cobiça e a destruição.
Não são poucas as histórias de massacre da população indígena no Brasil, em particular na Amazônia. No período colonial, de seis milhões de povos das mais diversas nações restaram um pouco mais de duzentos mil índios. No período militar as epidemias provocadas pela ação humana foram constantes. O indigenista Egydio Schwade denunciou na Comissão da Verdade o massacre de mais de dois mil índios waimiri-atroari entre os anos de 1972 e 1975 e, mais recentemente, o sofrimento dos índios Guarani-kaiowá condenados a saírem de suas terras pela Justiça. São fatos decorrentes do capitalismo depredador.
 
Em Humaitá, o corrido no final do ano passado segue este mesmo roteiro. O pretexto para queimarem a sede da Funai, carros, barcos e pontes na aldeia dos Tanharim foi o desaparecimento de três pessoas, mas o que se revelou com os desdobramentos dos acontecimentos foi o ódio arraigado contra a população indígena. Antes de qualquer investigação dos desaparecimentos os índios foram considerados ‘culpados’. A versão da população dos Tanharim negando tais fatos foi completamente ignorada.
Como diria o Mino Carta, até o mundo mineral tem conhecimento dos conflitos latentes existentes no sul do Amazonas por conta dos interesses dos madeireiros, pecuaristas e comerciantes e, dentro desse contexto, a população indígena é vista como empecilho para o avanço dessas atividades e a perseguição aos Tanharim reflete isto. Neste momento, o poder público tem grandes responsabilidades.
O governo federal precisa se fazer presente no sul do Amazonas para buscar o entendimento entre índios e não-índios para pacificar àquela região, especialmente no município de Humaitá.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Ainda a Petrobras

Dois mil e treze foi o ano que a Petrobras completou 60 anos, mas também foi um ano que os quintas-colunas do setor energético, com patrocínio da grande mídia, lançaram um ataque mordaz contra a maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo. Algumas manchetes são bem ilustrativas. O Portal G1 disparava ‘Petrobras perde valor de mercado’ e a revista Veja ia mais além, ‘Petrobras está falida’, houve até site que vaticinava: a culpa é do PT. Mas quem procurou verificar a veracidade das informações percebeu que a coisa era completamente diferente. Os dados falam por si.
 
 
Em 2003, a Petrobras valia R$ 15,4 bilhões, hoje está valendo R$ 214 bilhões; em 2002, a empresa ocupava a 121° colocação no ranking das maiores empresas de capital aberto no continente, hoje está em terceira posição. Dois mil e treze, pode-se dizer que foi um dos melhores anos da companhia, a produção aumentou, em média, 3% ao mês e as reservas do campo de Libra foram concessionadas por quase um trilhão de reais. Disso você não ficou informado.

Mas a campanha de sabotagem contra um dos maiores patrimônios dos brasileiros não está funcionando, pois, enquanto os sabotadores fazem de tudo para desinformar a população sobre os avanços da Petrobras nesses últimos 11 anos, os investidores estão atentos nas agências de avaliação que apostam de forma positiva num desempenho da companhia em 2014. O Santander espera que as ações da Petrobras tenham uma valoração de 44% este ano e o Safra aposta em 47%. Enquanto as quintas colunas trabalham contra o Brasil, o povo brasileiro acredita que este ano será muito melhor que 2013. A Petrobras tem papel central para atender essas expectativas.

Não tenhamos dúvida, a espionagem que os americanos fizeram contra o Brasil tinha como ponto central a nossa riqueza petrolífera. Derrotando os interesses de nossa elite vendida aos americanos, o presidente Getúlio Vargas criou a Petrobras. Nesses 60 anos de sua história, esta empresa continua derrotando os derrotistas.
 
http://blogs.d24am.com/artigos/2014/01/11/ainda-a-petrobras/

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Avançando em 2014

Apesar do pessimismo de uma minoria de analistas sobre o futuro do País, o Brasil segue firme e forte. Olhando pelo prisma da disposição dos brasileiros, tudo indica que 2014 será muito melhor que 2013. É isso que indica pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a consultoria Ernst e Young, onde mostra que 57% dos entrevistados informaram que este ano será melhor do que o que passou. As condições para isso estão dadas.
Do ponto de vista econômico, o Brasil ocupa terceira posição, onde os investidores estrangeiros pretendem colocar seu dinheiro, ficando atrás da China e da Índia, de acordo com pesquisa elaborada pela consultoria Ernst & Young. Isto significa que o desemprego, que está em patamares abaixo de 5%, poderá diminuir ainda mais.
Outro fator importante a frisar é que em 2014 o Brasil será vitrine para o mundo, pois sediará o maior campeonato de futebol do mundo. O evento esportivo será atrativo para outros tipos de investimentos, principalmente o turismo. Manaus, por ser uma das sub-sedes, certamente será beneficiada com este acontecimento. O Estado com suas atrações turística saberá tirar proveito das possibilidades que serão colocadas.
Apesar da crise que se abate sobre a economia mundial, o Brasil tem atravessado essa tempestade de forma satisfatória. Em 2014, o governo da presidente Dilma colherá importantes frutos que terão forte impacto na melhoria, ainda mais, do povo brasileiro. A exploração do petróleo na camada do pré-sal já é uma realidade, além do que foi garantido recursos para saúde e educação por conta dessa riqueza brasileira.
O tal ‘descontrole fiscal’ que nossa velha mídia anunciava em alto e bom som foi, mais uma vez, desmentido. O governo federal cumpriu sua meta fiscal de 2013, com superávit de R$ 75 bilhões. Isso sinaliza para 2014 que o governo tem responsabilidades de seus gastos.
O avanço impulsionado desde 2003 continuará em 2014 e melhorando, ainda mais, as condições sociais da população brasileira, apesar do agouro de poucos analistas.

sábado, 28 de dezembro de 2013

2013: Indicadores favoráveis

Não que seja novidade, mas neste ano as forças de direita, contando com o aparato midiático conservador, fizeram de tudo para acabar o mundo do PT e do governo Dilma. Todo esforço parece que foi em vão, o povão não está dando a mínima. Os indicadores da economia brasileira do ano que finda e a popularidade do governo federal jogam uma ducha de água fria nas pretensões oposicionistas.
Estudo desenvolvido pelo IPEA mostra alto grau de satisfação das famílias brasileiras para com suas vidas. As vendas do comércio deste ano foram maiores que no ano passado. São indicadores que explicam a recuperação da popularidade da presidente e de seu governo.
Quem acompanhou os noticiários dos grandes jornais, neste ano, acreditava que o Brasil estava à beira de um colapso em sua economia. Mas hoje está claro que a condução da política econômica está sobre controle. Terminamos o ano com desemprego abaixo de 5%, inflação sob controle e melhora significativa da renda da maioria dos brasileiros. Além do que, o Brasil está entre os países prioritários para os investidores estrangeiros no próximo ano.
Outros indicadores conjunturais divulgados nesta semana apontam para uma possível melhora da atividade econômica no quarto trimestre deste ano, contrariando as previsões mais pessimistas. Pela primeira vez desde maio, a Prévia do Índice de Confiança da Indústria, em novembro, voltou a mostrar sinal positivo, embora ainda com uma pequena variação, de 0,7%. A pesquisa demonstrou também que o nível de utilização da capacidade instalada das fábricas passou de 84,1%, em outubro, para 84,3%.
O ano termina bem melhor para a maioria dos brasileiros, o que reflete a boa avaliação do governo da presidenta Dilma. No entanto, em 2014 tudo indica que a direita já prepara sua artilharia. Enquete feita pelo Jornal o Globo com alguns articulistas sinalizam para um jogo de tudo ou nada. A disputa presidencial certamente não será das mais fáceis, mas o governo tem as condições favoráveis para sair vitorioso.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A economia e o PIM

A brilhante economista inglesa, neokeynesiana, Joan Robinson costumava dizer que uma das razões a estudar economia era para não se deixar enganar por economistas. Não sou economista, mas observando alguns analistas econômicos, ou pretensos analistas, analisando a conjuntura econômica brasileira, tendo a concordar com Robinson, pois chegam a afirmar um eminente desastre da economia brasileira, no entanto, a realidade é completamente diferente, haja vista alguns indicadores importantes que se apresentam.
O crescimento econômico brasileiro é, sem dúvida, um problema, mas não chega a ser um amargedom como querem propagar alguns mercadores do apocalipse, pois esta não é uma situação peculiar do Brasil neste contexto de crise internacional. Apesar dos problemas, o crescimento da renda, o controle da inflação e a evolução do emprego parecem consolidados. Por exemplo, em novembro o desemprego foi de apenas 4,6%, segundo dados do IBGE.
Os números anunciados recentemente pela Suframa mostram que, apesar do pessimismo de poucos analistas, a crise anda distante da economia brasileira, especificamente do PIM. A projeção é que nosso modelo de desenvolvimento tenha um faturamento de R$ 80 bilhões em 2013, R$ 6 bilhões a mais que no ano passado e com 127 empregos, 1.760 a mais que 2012.
Antes que os analistas de plantão retruquem os números é preciso comparar o atual momento do PIM com o que foi em passado recente. Segundo dados da SUFRAMA, em 1990 nosso pólo industrial empregava 76.798 pessoas, no entanto com a desertificação neoliberal dos anos 90, período governado pelo PSDB, nosso parque industrial sofreu enorme baque, chegando ao final da década com apenas 44.519 empregos. Com a retomada do estado como indutor do desenvolvimento, a partir de 2003, a indústria do PIM voltou a crescer, gerando mais de 100mil emprego em 2010 e chegando a 127 mil em outubro de 2013.
Por mais que esses poucos analistas façam esforços para negar o avanço do Brasil, os números são consistentes e mostram a falta de sintonia de algumas análises.
Foto: SUFRAMA

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma vitória madura

Quando o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez morreu, a principal pergunta que se fazia era a seguinte: para onde vai o ‘chavismo?’. Alguns analistas tendenciosos anunciavam de forma efusiva o fim do regime instituído por Chávez. Passaram sete meses e as últimas eleições municipais naquele país revelam que a ‘revolução bolivariana’ continua firme e forte com a conquista da hegemonia eleitoral, apesar da guerra econômica patrocinada pela classe conservadora venezuelana e disseminada aqui no Brasil pela nossa velha e decadente mídia.
Na última eleição presidencial, acerca de sete meses, a diferença pró governo foi de apenas 1,5%, aproximadamente 225 mil votos. Nas municipais de agora, o Partido Socialista Unificado Venezuelano (PSUV) teve 49,24% e a Mesa de Unidade Democrática (MUD), de oposição, 42,7%, o que contrariou enormemente as previsões oposicionistas que apostavam no ‘caos econômico’ para derrotar o ‘chavismo’.
Quem acompanha os noticiários sobre a Venezuela imagina que àquele está à beira do caos, devido aos problemas vivenciados naquele país: inflação descontrolada, desgovernos, índices de violência alarmantes, etc. A eleição venezuelana de domingo mostra que as coisas não são dessa maneira, pois o que se vivencia lá é uma simples guerra de informações, tal qual como ocorre aqui.
Problemas de natureza econômica e social certamente a Venezuela deve ter, mas as conquistas da ‘revolução bolivariana’ são intensas e que, certamente, são escondidas dos noticiários de nossa imprensa tupiniquim. Por exemplo, dados do Banco Mundial mostram que em 2012 a pobreza caiu 20% naquele país, pouco se ouviu falar disso por aqui. Além do que, os gastos com habitação popular, saúde e educação triplicaram.
Os venezuelanos não votaram pensando nos problemas econômicos atuais, mas nas conquistas trazidas com a ‘revolução bolivariana’. A oposição errou ao querer transformar o pleito em plebiscitos e saiu derrotada e a grande vitoriosa foi a força que gravita em torno do Presidente Maduro.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Agricultura familiar

Foto: http://caeguarulhos.blogspot.com.br


A luta por uma agricultura ecologicamente correta, economicamente viável e justa tem ganhado força nas últimas décadas, em escala mundial. Prova disso, foi a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) declarar 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF 2014), dando destaque a este setor produtivo pela sua importância no combate a fome e a pobreza em todo mundo. O Brasil é exemplo disso.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a agricultura familiar inclui todas as atividades agrícolas de base familiar e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural. Sua importância se dá pelas seguintes razões: está vinculada à segurança alimentar mundial, preserva os alimentos tradicionais e contribui para o uso sustentável dos recursos naturais e ajuda a promover a proteção social e o bem estar das comunidades rurais.
 
A importância da agricultura familiar pode ser mais bem visualizada pelos indicadores que este setor apresenta. Dados da FAO sobre a América Latina e Caribe mostram que 80% das propriedades rurais nesta região são de natureza familiar, empregando 70% da mão-de-obra agrícola. Em países como Uruguai, Chile, Paraguai e Argentina 30%, em média, da produção agrícola é de procedência familiar.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura familiar é responsável pela produção de 70% dos alimentos brasileiros; das propriedades agrícolas nacionais, 84,4% é de base familiar, numa área de abrangência total de 24% e com 74,4% de ocupação pessoal. São dados que só reforçam a importância deste setor para o processo de desenvolvimento brasileiro.
A decisão da ONU tem grande importância para dar maior visibilidade a agricultura familiar e aos pequenos agricultores que tem uma grande missão pela frente: de erradicar a miséria em nosso planeta, além de possibilitar a construção de uma sociedade socialmente justa e sustentável.
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sábado, 30 de novembro de 2013

O Amazonas e o Enem

Há alguns meses quando a ONU publicou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mostrou que o Brasil avançou enormemente, no entanto, a situação amazonense se mostrava bastante preocupante, pois dos 50 municípios brasileiros com pior IDH nove estavam localizados neste estado. Novamente o sinal de alerta volta a acender. Na avaliação do Enem por escolas, as unidades públicas estaduais tiveram resultados pífios.
O resultado do Enem divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) mostrou que das dez melhores escolas com melhores resultados no Amazonas sete são particulares e três federais; entre as vinte, aparece uma escola estadual amazonense na décima sexta posição e a nível nacional a melhor posicionada do Amazonas é particular em 52° no ranking, somente na 1231° encontramos a primeira escola pública estadual.
São dados que nos deixam inquietos diante dos dados divulgados pelo poder público local. Segundo dados da secretaria que toma conta da educação no Amazonas, 83,5% dos alunos, em média, são aprovados anualmente, além do que se alardeia nos veículos de comunicação que cada professor receberá um tablet. Nada contra a aprovação dos alunos amazonense e a inserção de nossos mestres no mundo tecnológico, mas a pergunta que não quer calar: e a melhora na qualidade de ensino na rede pública estadual? O IDH e o resultado do Enem falam por si. Vamos mal na educação, infelizmente.
Indagado sobre o problema o Secretário de Educação do Estado fez o seguinte diagnóstico: o volume de recursos aplicados nas escolas particulares é bem maior que nas públicas, por isso os alunos daquelas se saem melhor nas avaliações. Infelizmente não é essa a razão, pois do ponto de vista nacional as escolas públicas federais tiveram melhores desempenhos no Enem.
A meu ver o que realmente falta é levar mais a sério a educação no estado. Prova disso foi o reajuste aprovado aos professores da rede estadual de apenas 10% e parcelado de duas vezes. Educação de qualidade se começa valorizando nossos mestres.

sábado, 23 de novembro de 2013

Genoino é inocente

O ex-dirigente petista e deputado licenciado, José Genoino, lutou contra a ditadura militar nos anos setenta, foi capturado e brutalmente torturado, sobreviveu, deu a volta por cima e retomou a vida política. Em plena democracia, Genoino é novamente submetido há um processo de tortura, por conta de uma condenação injusta em processo que, para muitos juristas renomados, transgrediu as normas de um processo legal.
A acusação lhe imputada pela Procuradoria Geral de Justiça e pelo Relator do processo da Ação 470 foi ter sido Presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e ter assinado empréstimos contraídos pelo partido. No entanto, tal empréstimo foi quitado ao longo desses anos e considerado legal pelo TSE na prestação de conta apresentada pelo PT. Mesmo assim, o STF preferiu desconsiderar essa informação e condenar o deputado injustamente.
Se as irregularidades no processo da Ação Penal 470 foram alarmantes, a prisão de Genoino tem merecido enormes questionamentos de juristas e especialistas do ramo do direito. Por exemplo, o Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB aponta arbitrariedade nessa execução. A condenação em regime semiaberto se tornou regime fechado por decisão unicamente do Presidente do STF; uma condenação só pode ser executada quando transitada e julgada, o que não é o caso, pois ainda há recursos tramitando, além do que, há laudo médico atestando gravidade na saúde de Genoino.
São várias as manifestações que tem ocorrido pelo Brasil contra as arbitrariedades cometidas pelo Presidente do STF, uma vez que foi ele que decretou monocraticamente às prisões da Ação 470. Juristas, intelectuais e políticos fizeram manifesto nesta direção.
A página do Brasil 247 postou no seu editorial: “Num dia histórico, em que Joaquim Barbosa pretende inaugurar uma nova república com a prisão de um dos políticos mais honestos, sonhadores e guerreiros que o Brasil já produziu”. Por tudo isso e por sua história estou convicto que José Genoino Guimarães Neto foi injustiçado.

sábado, 16 de novembro de 2013

A história se repete

Na minha época escolar quando se indagava sobre o papel da história dizia-se que serviria para entender o passado, compreender o presente e vislumbrar o futuro. A exumação do ex-presidente João Goulart, realizada pelo estado brasileiro, nos remete para entender um pouco da história brasileira e, ao mesmo tempo, procurar a compreensão dos acontecimentos atuais.
Os setores conservadores no Brasil sempre tiveram esse comportamento que estão tendo nos dias atuais, o de impedir um projeto de desenvolvimento inclusivo e soberano patrocinado pelo estado.
Os instrumentos utilizados são sempre os mesmos, mas com novas roupagens. Getúlio Vargas que promoveu a industrialização brasileira e garantiu grande parte dos direitos trabalhistas aos brasileiros sofreu perseguição implacável da mídia conservadora, na época o jargão dos noticiários era o ‘Mar de Lama’ no Palácio do Catete. O suicídio de Getúlio em 1954 conteve a sanha golpista, de então.
Dez anos depois, a derrubada brutal do governo João Goulart instituía uma ditadura civil-militar, obedeciam aos mesmos rituais. A queda de Jango foi antecedida por uma campanha midiática carregada de ódio. As manchetes eram assim destacadas: ‘O ouro de Moscou’, ‘A República sindicalista’, ‘Naufrágio dos valores cristãos’, dentre outros adjetivos manipuladores, mas o que se desejava era impedir as “reformas de Base” que colocariam o Brasil rumo a um desenvolvimento inclusivo e soberano.
Os dias atuais não são diferentes. 20 milhões de empregos com carteira assinada, 40 milhões de brasileiros que ascenderam socialmente, crescimento do consumo popular não tem o menor significado para nossa elite conservadora. Ao contrário, lendo as manchetes nos grandes jornais o Brasil está à beira da falência. E o ritual se repete: ‘mensalão’, ‘a companheirada’, ‘gastança’, etc.
A exumação de Jango trás à luz um dos grandes mistérios da recente história brasileira: a real morte do ex-presidente. Mas vai muito além, será um dia de encontro do Brasil com sua história, como enfatizou a Presidenta Dilma.