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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Violência contra a mulher

Está na capa do 'A Crítica' de hoje e também no cotidiano de muitas mulheres. A violência contra a mulher está presente na nossa sociedade, infelizmente. A ONU indica que a violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica. Alguns tipos de violência, como o tráfico de mulheres, cruzam as fronteiras nacionais.

Capa jornal A Crítica - 08/out/2013
"As mulheres que experimentam a violência sofrem uma série de problemas de saúde, e sua
capacidade de participar da vida púbica diminui. A violência contra as mulheres prejudica as famílias e comunidades de todas as gerações e reforça outros tipos de violência predominantes na sociedade."
- ONU

A violência é constantemente fortalecida pela cultura de discriminação da mulher na sociedade. Segundo dados da ONU, cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida. De acordo com dados do Banco Mundial, mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que câncer, acidentes de carro, guerra e malária.

Muito da cultura da violência decorre também do processo histórico de impunidade presente nos casos. A Lei nº 11.340, assinada pelo Presidente Lula em agosto de 2006, Lei Maria da Penha, pretende coibir a violência contra a mulher. A sociedade civil organizada se mobilizou por muitos anos para que pudesse dispor de um instrumento legal que fizesse o Estado brasileiro se empenhar no processo de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

"A lei Maria da Penha começa a dar resultados. Eu acho que nós estamos vencendo, mas falta muito. Falta a consolidação de uma rede (de proteção à mulher) e falta a mudança de mentalidade (de que os homens não têm direito de agredir as mulheres)", afirmou à BBC Brasil a ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Eleonora Menicucci.

Falta muito, mas o processo já foi iniciado. Agora precisamos vencer nossas principais barreiras, a impunidade, a falta de mecanismos que protejam e ofereçam suporte às mulheres inseridas nesse contexto, mas principalmente falta desejarmos erradicar a cultura machista.

sábado, 9 de março de 2013

Parabéns mulheres

Ontem fizeram 102 anos de comemoração do Dia Internacional da Mulher. Nesses mais de cem anos de lutas travadas, diariamente, por mulheres de todas as idades, raças e seguimentos sociais, muitas vitórias foram conquistadas, mas a batalha por uma autonomia plena continua na ordem do dia.
As conquistas no mercado de trabalho foram de grande importância. O direito a escolher os próprios governantes mobilizou mulheres de todo o mundo durante boa parte da primeira metade do século 20. No Brasil, essa conquista aconteceu em 1932. A construção da identidade feminina e a liberação sexual foram fundamentais para a emancipação. Recentes conquistas das brasileiras foram a aprovação, e reconhecimento pelo STF, da Lei Maria da Penha; ampliação da Licença-Maternidade e aprovação do Projeto que pune empresas que pagarem salários às mulheres inferiores ao dos homens, exercendo a mesma função que será sancionado pela Presidenta Dilma na próxima semana.
A eleição de uma mulher para ocupar a Presidência da República, no Brasil, foi de grande relevância para impulsionar a participação das mulheres na política. Nas eleições de 2012 o número de prefeitas eleitas foi recorde: um crescimento de 31,5% em relação às eleições de 2008, segundo o TSE.
Os três governos do PT, em nível federal, têm estimulado a valorização da mulher brasileira. Hoje, elas são titulares de 93% dos cartões do Bolsa Família, o que proporciona autonomia para gerir os recursos. Os contratos no Minha Casa, Minha Vida são feitos preferencialmente em seus nomes. O Rede Cegonha tem adesão de todos os estados e de 4,9 mil municípios, cobrindo 2 milhões de gestantes, 90% das que são atendidas pelo SUS. As ações de prevenção e redução dos cânceres do colo de útero e mama foram intensificadas com o Programa de Mamografia Móvel, para áreas remotas.
Mesmo reconhecendo essas conquistas temos clareza que é preciso está solidário na continuidade da luta dos movimentos de mulheres pela conquista plena da igualdade de gêneros. Parabéns às mulheres.

Publicado originalmente no blog do D24am: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/03/09/parabens-mulheres-2/