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quinta-feira, 27 de março de 2014

Trabalhadores portuários de Itacoatiara voltam a trabalhar após nove anos

Apesar do porto de Itacoatiara continuar com a sua reforma inacabada e fora de operações, os trabalhadores portuários do município voltaram a trabalhar depois de longos nove anos, tempo que dura a interminável reforma do porto.
Sede da Hermasa em Itacoatiara/AM

Por conta de uma parceria firmada entre o Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (OGMO), os diversos sindicatos da categoria e a empresa Hermasa, cerca de 100 trabalhadores voltaram a ter trabalho. Eles se revezam em turnos de 12 horas, descarregando um navio vindo de Israel, com uma carga de 31 mil toneladas de fertilizantes, que está ancorado no porto da empresa desde o dia 21 de março.

As informações foram passadas pelo gerente operacional da Hermasa, Vadislau Valenga e por Jorge Zanatta, diretor da divisão de navegação, ao ex-senador João Pedro, em visita de cortesia a empresa, realizada nessa quarta (26).

“É com grande alegria que recebemos essa notícia, pois esses trabalhadores encontravam-se sem trabalho e, consequentemente, sem uma renda digna para suas famílias há quase dez anos”, disse João Pedro aos dirigentes da Hermasa.

A comemoração do ex-senador ocorreu em virtude do retorno das atividades ser fruto de uma articulação sua, junto a direção maior da empresa, ocorrida em janeiro deste ano. A articulação veio depois de uma reunião de João Pedro com a categoria, ocorrida na sede do Sindicato dos Estivadores de Itacoatiara, quando os trabalhadores e o vereador Francisco Rosquildes (PT), fizeram uma série de reivindicações a João Pedro, que atualmente assessora a liderança do governo Dilma no Senado.

João Pedro afirmou também que, mesmo com a volta ao trabalho desses portuários, continuará empenhado para que seja concluída a reforma do porto e, consequentemente, o seu retorno às operações, que é a reivindicação principal dos trabalhadores portuários da ‘Velha Serpa’.
Vereador Rosquildes, João Pedro, Vadislau Valenga e Otoni Diógenes
Por Jadir Augusto.

sábado, 20 de julho de 2013

O mesmo problema

A luta do Movimento Passe Livre (MPL) pela redução da tarifa de ônibus trouxe àtona inúmeros problemas que se vive no transporte coletivo nos grandes centros urbanos que, se não forem enfrentados pelo poder público, poderá ser motivo para novos protestos.
Esse problema não é de agora, como bem demonstra a história da cidade de Manaus. Em épocas passadas, os moradores do bairro de São José, revoltados com o sistema, foram às ruas e radicalizaram queimando inúmeros ônibus, colocando esse tema na agenda governamental de então; em 2005, o então vereador, hoje Deputado Federal petista, Praciano, aprovou uma CPI do transportes coletivo na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e constatou inúmeras irregularidades, mas pouca coisa se resolveu e, em 2011, o vereador do PT, Waldemir José, reuniu mais de 60 mil assinaturas populares para instalar uma CPI para investigar o sistema, no entanto, a Casa Legislativa resolveu jogar o problema para debaixo do tapete.
A eclosão que tomou conta das ruas no mês de junho coloca novamente como questão central a problemática do transporte urbano. Por conta das manifestações a caixa preta do sistema começa a ser aberta. As altas tarifas, o longo tempo de espera de um ônibus e o desconforto com a superlotação fica evidenciado que os empresários não estão nem um pouco preocupado com o interesse público, mas somente aumentar suas margens de lucro.

Foto: http://stpmanaus.wordpress.com/
A falta de fiscalização pelo poder público municipal para ter um controle do sistema e fazer funcionar a contento para o bem da população é visível.
Recentemente o Sindicato dos Rodoviários da cidade de Manaus denunciou que o FGTS e o desconto da previdência há muitos anos deixou de ser depositado pelas empresas, sem a prefeitura tomar qualquer providência.
Dois fatos marcaram esta semana: o pedido de CPI do transportes proposto pela bancada do PT e o acampamento do MPL na frente da CMM. Caberá aos vereadores dar uma resposta à sociedade.

Postado originalmente em: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/07/20/o-mesmo-problema/