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| Foto: http://caeguarulhos.blogspot.com.br |
A luta por uma agricultura ecologicamente correta, economicamente viável e justa tem ganhado força nas últimas décadas, em escala mundial. Prova disso, foi a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) declarar 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF 2014), dando destaque a este setor produtivo pela sua importância no combate a fome e a pobreza em todo mundo. O Brasil é exemplo disso.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a agricultura familiar inclui todas as atividades agrícolas de base familiar e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural. Sua importância se dá pelas seguintes razões: está vinculada à segurança alimentar mundial, preserva os alimentos tradicionais e contribui para o uso sustentável dos recursos naturais e ajuda a promover a proteção social e o bem estar das comunidades rurais.
A importância da agricultura familiar pode ser mais bem visualizada pelos indicadores que este setor apresenta. Dados da FAO sobre a América Latina e Caribe mostram que 80% das propriedades rurais nesta região são de natureza familiar, empregando 70% da mão-de-obra agrícola. Em países como Uruguai, Chile, Paraguai e Argentina 30%, em média, da produção agrícola é de procedência familiar.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura familiar é responsável pela produção de 70% dos alimentos brasileiros; das propriedades agrícolas nacionais, 84,4% é de base familiar, numa área de abrangência total de 24% e com 74,4% de ocupação pessoal. São dados que só reforçam a importância deste setor para o processo de desenvolvimento brasileiro.
A decisão da ONU tem grande importância para dar maior visibilidade a agricultura familiar e aos pequenos agricultores que tem uma grande missão pela frente: de erradicar a miséria em nosso planeta, além de possibilitar a construção de uma sociedade socialmente justa e sustentável.
Reprodução: http://blogs.d24am.com/
