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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A história como lição

Em 1954 um atentado contra Carlos Lacerda na Rua Toneleros ocasionou a morte do Major Rubens Vaz. Tal fato servira de pretexto para tirar Vargas do poder, o que não ocorreu pelo suicídio e seus desdobramentos. O conflito entre sem-terras e a polícia no Paraguai levou à morte 8 policiais e 9 manifestantes e, novamente, a responsabilidade recaiu contra o Presidente, Fernando Lugo. Foi o estopim para depô-lo do poder. Na Venezuela em 2002 o roteiro foi o mesmo. O velho Marx já advertiu: a história se repete. O que de fato está por trás dos protestos violentos que ocorrem no Brasil nos dias de hoje?
A recente morte do cinegrafista da Band atingido por um rojão quando cobria uma manifestação trás à tona uma preocupação: o que de fato se deseja com essas manifestações? Protestar contra as políticas públicas ou criar um pretexto para desestabilizar o país e atender interesses de grupos que almejam derrotar o atual governo nas próximas eleições presidenciais, a qualquer custo.
Sem um projeto para apresentar ao país a oposição Brasileira tem apostado no quanto pior melhor. Não foram poucas as tentativas. Sistematicamente, os grandes jornais anunciam o desastre que ronda a economia brasileira, o que não encontra respaldo nos principais indicadores econômicos. Usam o moralismo e o combate a corrupção como forma para atacar o principal partido de sustentação da presidente, ainda assim não encontram ressonância na sociedade. Protestar é legítimo na democracia, mas agredir pessoas, depredar propriedades é inconcebível.
Não podemos criminalizar as manifestações, mas também não é possível aceitar de forma passiva os protestos criminosos, tanto desses movimentos como das forças policiais. A história nos ensina onde essas práticas podem descambar.
A democracia foi uma conquista do povo brasileiro. Milhares de vida se perderam para restaurá-la. Protestar é forma legítima para a construção da cidadania, no entanto, a violência de alguns grupos precisa ser contida, sob pena de regredirmos na história.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Avançando em 2014

Apesar do pessimismo de uma minoria de analistas sobre o futuro do País, o Brasil segue firme e forte. Olhando pelo prisma da disposição dos brasileiros, tudo indica que 2014 será muito melhor que 2013. É isso que indica pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a consultoria Ernst e Young, onde mostra que 57% dos entrevistados informaram que este ano será melhor do que o que passou. As condições para isso estão dadas.
Do ponto de vista econômico, o Brasil ocupa terceira posição, onde os investidores estrangeiros pretendem colocar seu dinheiro, ficando atrás da China e da Índia, de acordo com pesquisa elaborada pela consultoria Ernst & Young. Isto significa que o desemprego, que está em patamares abaixo de 5%, poderá diminuir ainda mais.
Outro fator importante a frisar é que em 2014 o Brasil será vitrine para o mundo, pois sediará o maior campeonato de futebol do mundo. O evento esportivo será atrativo para outros tipos de investimentos, principalmente o turismo. Manaus, por ser uma das sub-sedes, certamente será beneficiada com este acontecimento. O Estado com suas atrações turística saberá tirar proveito das possibilidades que serão colocadas.
Apesar da crise que se abate sobre a economia mundial, o Brasil tem atravessado essa tempestade de forma satisfatória. Em 2014, o governo da presidente Dilma colherá importantes frutos que terão forte impacto na melhoria, ainda mais, do povo brasileiro. A exploração do petróleo na camada do pré-sal já é uma realidade, além do que foi garantido recursos para saúde e educação por conta dessa riqueza brasileira.
O tal ‘descontrole fiscal’ que nossa velha mídia anunciava em alto e bom som foi, mais uma vez, desmentido. O governo federal cumpriu sua meta fiscal de 2013, com superávit de R$ 75 bilhões. Isso sinaliza para 2014 que o governo tem responsabilidades de seus gastos.
O avanço impulsionado desde 2003 continuará em 2014 e melhorando, ainda mais, as condições sociais da população brasileira, apesar do agouro de poucos analistas.

sábado, 28 de dezembro de 2013

2013: Indicadores favoráveis

Não que seja novidade, mas neste ano as forças de direita, contando com o aparato midiático conservador, fizeram de tudo para acabar o mundo do PT e do governo Dilma. Todo esforço parece que foi em vão, o povão não está dando a mínima. Os indicadores da economia brasileira do ano que finda e a popularidade do governo federal jogam uma ducha de água fria nas pretensões oposicionistas.
Estudo desenvolvido pelo IPEA mostra alto grau de satisfação das famílias brasileiras para com suas vidas. As vendas do comércio deste ano foram maiores que no ano passado. São indicadores que explicam a recuperação da popularidade da presidente e de seu governo.
Quem acompanhou os noticiários dos grandes jornais, neste ano, acreditava que o Brasil estava à beira de um colapso em sua economia. Mas hoje está claro que a condução da política econômica está sobre controle. Terminamos o ano com desemprego abaixo de 5%, inflação sob controle e melhora significativa da renda da maioria dos brasileiros. Além do que, o Brasil está entre os países prioritários para os investidores estrangeiros no próximo ano.
Outros indicadores conjunturais divulgados nesta semana apontam para uma possível melhora da atividade econômica no quarto trimestre deste ano, contrariando as previsões mais pessimistas. Pela primeira vez desde maio, a Prévia do Índice de Confiança da Indústria, em novembro, voltou a mostrar sinal positivo, embora ainda com uma pequena variação, de 0,7%. A pesquisa demonstrou também que o nível de utilização da capacidade instalada das fábricas passou de 84,1%, em outubro, para 84,3%.
O ano termina bem melhor para a maioria dos brasileiros, o que reflete a boa avaliação do governo da presidenta Dilma. No entanto, em 2014 tudo indica que a direita já prepara sua artilharia. Enquete feita pelo Jornal o Globo com alguns articulistas sinalizam para um jogo de tudo ou nada. A disputa presidencial certamente não será das mais fáceis, mas o governo tem as condições favoráveis para sair vitorioso.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Dez anos de governo

Em 2003 quando Lula tomou posse para o primeiro mandato na Presidência da República, parte da oposição apostava que em seis meses o Brasil mergulharia num caos, o PT perderia a próxima eleição presidencial e passaria um bom tempo sem nenhuma chance em ocupar novamente o Palácio do Planalto.
Dez anos se passaram e o Brasil é outro, completamente diferente do que era há uma década, com indicadores socioeconômicos altamente favoráveis. O combate a desigualdade social se tornou a principal agenda governamental, com resultados amplamente positivos. Nesses últimos 10 anos, 40 milhões de brasileiro deixaram a linha de pobreza e se incorporaram à classe média, um dos maiores movimentos de ascensão social já registrado na história do Brasil. Além do que, houve um forte crescimento médio da renda dos brasileiros, principalmente dos mais pobres, o que fez a desigualdade diminuir enormemente.
Uma das promessas de Lula, na campanha presidencial em 2002, era criar 10 milhões de empregos. Nesses 10 anos de gestão petista foram criados mais de 20 milhões de novos postos de trabalhos e, em sua maioria, com carteira assinada, apesar da crise econômica desde 2007.
Do ponto de vista da política externa, o Brasil deixou de ser apenas um coadjuvante no jogo internacional para se tornar um dos protagonistas na tomada de decisão mundial. Na América Latina enterrou o projeto da Alca e construiu alianças com países sul-americanos, fortalecendo os blocos regionais, como o Mercosul e a Unasul. Em parceria com Rússia, China e Índia se impuseram diante das potencias mundiais.
Segundo estudo do Ipea, o Brasil passou a ser o país mais inclusivo da última década, graças às políticas públicas que foram adotadas, tais como Bolsa Família, Luz para Todos, Prouni, Brasil sem Miséria, entre outros.
Foram essas políticas que fizeram o Brasil avançar de maneira sustentável neste período e explicam o alto grau de satisfação vivido pelas famílias brasileiras em 2012, conforme o IPEA.

Publicado originalmente no blog D24am: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/01/05/dez-anos-de-governo/