segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma vitória madura

Quando o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez morreu, a principal pergunta que se fazia era a seguinte: para onde vai o ‘chavismo?’. Alguns analistas tendenciosos anunciavam de forma efusiva o fim do regime instituído por Chávez. Passaram sete meses e as últimas eleições municipais naquele país revelam que a ‘revolução bolivariana’ continua firme e forte com a conquista da hegemonia eleitoral, apesar da guerra econômica patrocinada pela classe conservadora venezuelana e disseminada aqui no Brasil pela nossa velha e decadente mídia.
Na última eleição presidencial, acerca de sete meses, a diferença pró governo foi de apenas 1,5%, aproximadamente 225 mil votos. Nas municipais de agora, o Partido Socialista Unificado Venezuelano (PSUV) teve 49,24% e a Mesa de Unidade Democrática (MUD), de oposição, 42,7%, o que contrariou enormemente as previsões oposicionistas que apostavam no ‘caos econômico’ para derrotar o ‘chavismo’.
Quem acompanha os noticiários sobre a Venezuela imagina que àquele está à beira do caos, devido aos problemas vivenciados naquele país: inflação descontrolada, desgovernos, índices de violência alarmantes, etc. A eleição venezuelana de domingo mostra que as coisas não são dessa maneira, pois o que se vivencia lá é uma simples guerra de informações, tal qual como ocorre aqui.
Problemas de natureza econômica e social certamente a Venezuela deve ter, mas as conquistas da ‘revolução bolivariana’ são intensas e que, certamente, são escondidas dos noticiários de nossa imprensa tupiniquim. Por exemplo, dados do Banco Mundial mostram que em 2012 a pobreza caiu 20% naquele país, pouco se ouviu falar disso por aqui. Além do que, os gastos com habitação popular, saúde e educação triplicaram.
Os venezuelanos não votaram pensando nos problemas econômicos atuais, mas nas conquistas trazidas com a ‘revolução bolivariana’. A oposição errou ao querer transformar o pleito em plebiscitos e saiu derrotada e a grande vitoriosa foi a força que gravita em torno do Presidente Maduro.