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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O PT e o PED

Um dos marxistas mais brilhantes que já existiu, Antonio Gramsci, escrevera em certa ocasião que contar a história de um partido é escrever, de forma monográfica, a história de um país. Sem duvida alguma, o Partido dos Trabalhadores (PT) é fato emblemático da assertiva do escritor italiano, pois ao longo da existência deste partido o Brasil passou por grandes transformações que contou ativamente com ação direta desta legenda.

No último domingo, mais um traço desta história foi escrito, com a realização do Processo de Eleição Direta (PED), onde os filiados e filiadas escolheram os próximos dirigentes e as principais teses que serão defendidas nos próximos anos.

O ponto central que une todas as correntes que disputam a direção do PT é a reeleição da Presidenta Dilma. O projeto iniciado com a chegada do partido ao posto máximo do país cria grandes oportunidades para o Brasil avançar nas condições de melhorias do povo brasileiro. Por esta razão, em todas as teses diz que para o Brasil avançar mais ainda é condição imprescindível a reeleição de Dilma.

A experiência do PT tem sido objeto de estudo em grande parte do mundo, seja pela direita como esquerda. Para esta, a importância deste partido no enfrentamento do neoliberalismo tem servido de revigoramento no embate contra as forças capitalistas. Para àquela, o crescimento desta força política é bastante incômoda para os interesses da acumulação do capital. Já houve até quem sugerisse a extinção desta agremiação.

Todo um esforço tem sido feito para derrotar o PT. A Ação Penal 470, chamada pejorativamente de “mensalão”, foi um exemplo claro desta tentativa, no entanto, a cada episódio como esse o partido sai mais fortalecido. A expectativa é que no domingo compareceram mais de hum milhão de filiados em todo Brasil para votar no PED, o que deixará a direita raivosa alucinada.

O PT que foi às urnas nesse domingo é aquele que conta com quase 30% de aceitação popular e que após o processo eleitoral estará revigorado para conduzir a reeleição da Presidenta Dilma.

Publicado em: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/11/09/o-pt-e-o-ped/

sábado, 15 de junho de 2013

O Brasil é outro

Quem se baseia pelas informações veiculadas pelos grandes meios de comunicação brasileiros começa acreditar que o Brasil está à beira do caos. Economia descontrolada, governo sem direção, investidores desconfiados, etc. Frequentemente são essas as manchetes dos jornalões e me faz lembrar um verso de uma música do Paulinho da Viola que diz assim: “tá legal, eu aceito o argumento, mas não mude o samba tanto assim”. O que se noticia muitas vezes não é o Brasil real.
Quem não se lembra que no final do ano passado o Brasil estava à beira de um apagão energético, segundo setores da mídia. Se fossemos nos basear pelo catastrofismo da oposição, a Copa não aconteceria no Brasil, pois os “estádios não estariam prontos a tempo”. No entanto, hoje iniciamos a Copa das Confederações. E assim tem se comportado a oposição no Brasil, em conluio com os grandes meios de comunicação. Mais recentemente outro alarme falso foi plantado: o dragão da inflação foi despertado. O governo havia perdido o controle da inflação e logo estaria acima da meta estabelecida para inflação. Além do que, o baixo crescimento do PIB alimentava a oposição para criar um clima artificial de crise econômica no Brasil.
Sem projeto para apresentar ao povo brasileiro, a oposição aposta no quanto pior melhor, o que parece não ser o melhor caminho. Em abril e maio o índice que mede a inflação começou a se desacelerar e o principal componente para este recuo foi a queda de preço dos produtos agrícolas. A projeção é que a inflação feche o ano próximo da meta. Além do que, os custos industriais recuaram e este setor teve forte recuperação. Mas uma vez a oposição era na análise.

A mais recente pesquisa CNT só faz reforçar que o Brasil é outro completamente do que pensa a oposição. A Presidente Dilma seria reeleita no primeiro turno se eleição fosse hoje e o grau de avaliação de seu governo continua alto. Sobre o partido que o brasileiro deseja ver na Presidência, o PT é o preferido, para o desconsolo da oposição.
Reprodução do post: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/06/15/o-brasil-e-outro/

domingo, 7 de abril de 2013

Eleição venezuelana

Com o falecimento do presidente Hugo Chaves, os eleitores venezuelanos irão novamente às urnas, no próximo de 14, escolher o novo mandatário do País.
A princípio poderíamos dizer que se trata de um assunto estritamente do povo da Venezuela, mas não é. A Eleição Venezuelana tem grande significado para a América Latina, o Brasil e, certamente, ao Estado do Amazonas.
 
Em 1998, a chegada de Hugo Chaves à presidência Venezuela foi um marco histórico, tanto para àquele país quanto para América Latina. Conhecido pelas conquistas de miss universos e o segundo maior consumidor de champanhe do mundo, este país caribenho tinha 80% de sua população em miséria absoluta. Com as políticas bolivarianas implementadas pelo governo chavista a pobreza foi reduzida pela metade, a assistência médica se expandiu, população universitária duplicou e a polução com assistência social quadruplicou. Como resultado a Venezuela é hoje um dos países menos desigual da América Latina, o Índice Gini caiu de 49 para 39.

A Revolução Bolivariana tem como ponto central a integração latino-americana e isso é de extrema importância para o desenvolvimento da região. A Venezuela é a 4ª potência econômica da América do Sul e um mercado consumidor em expansão, além do que, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o que nos dará segurança energética.
 
As políticas de integração do Brasil com a Venezuela são bastante intensas e promissoras. Vários projetos de infraestrutura venezuelanos são executados por empresas brasileiras, com financiamento dos dois países. O Estado de Roraima é um grande beneficiário dessas políticas com a compra de fertilizante mais barato. A Zona Franca de Manaus (ZFM) obteve enormes vantagens vendendo ao país vizinho: entre 2003 e 2008, as exportações cresceram 525%.
 
Essas são algumas razões da importância da eleição venezuelana para a América Latina, o Brasil e o Amazonas. Claro, torcemos para que as políticas bolivarianas tenham continuidade com a eleição de Nicolás Maduro.

Artigo publicado originalmente no blog D24am. http://blogs.d24am.com/artigos/2013/04/06/eleicao-venezuelana/