Há alguns meses quando a ONU publicou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mostrou que o Brasil avançou enormemente, no entanto, a situação amazonense se mostrava bastante preocupante, pois dos 50 municípios brasileiros com pior IDH nove estavam localizados neste estado. Novamente o sinal de alerta volta a acender. Na avaliação do Enem por escolas, as unidades públicas estaduais tiveram resultados pífios.
O resultado do Enem divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) mostrou que das dez melhores escolas com melhores resultados no Amazonas sete são particulares e três federais; entre as vinte, aparece uma escola estadual amazonense na décima sexta posição e a nível nacional a melhor posicionada do Amazonas é particular em 52° no ranking, somente na 1231° encontramos a primeira escola pública estadual.
São dados que nos deixam inquietos diante dos dados divulgados pelo poder público local. Segundo dados da secretaria que toma conta da educação no Amazonas, 83,5% dos alunos, em média, são aprovados anualmente, além do que se alardeia nos veículos de comunicação que cada professor receberá um tablet. Nada contra a aprovação dos alunos amazonense e a inserção de nossos mestres no mundo tecnológico, mas a pergunta que não quer calar: e a melhora na qualidade de ensino na rede pública estadual? O IDH e o resultado do Enem falam por si. Vamos mal na educação, infelizmente.
Indagado sobre o problema o Secretário de Educação do Estado fez o seguinte diagnóstico: o volume de recursos aplicados nas escolas particulares é bem maior que nas públicas, por isso os alunos daquelas se saem melhor nas avaliações. Infelizmente não é essa a razão, pois do ponto de vista nacional as escolas públicas federais tiveram melhores desempenhos no Enem.
A meu ver o que realmente falta é levar mais a sério a educação no estado. Prova disso foi o reajuste aprovado aos professores da rede estadual de apenas 10% e parcelado de duas vezes. Educação de qualidade se começa valorizando nossos mestres.