A brilhante economista inglesa, neokeynesiana, Joan Robinson costumava dizer que uma das razões a estudar economia era para não se deixar enganar por economistas. Não sou economista, mas observando alguns analistas econômicos, ou pretensos analistas, analisando a conjuntura econômica brasileira, tendo a concordar com Robinson, pois chegam a afirmar um eminente desastre da economia brasileira, no entanto, a realidade é completamente diferente, haja vista alguns indicadores importantes que se apresentam.
O crescimento econômico brasileiro é, sem dúvida, um problema, mas não chega a ser um amargedom como querem propagar alguns mercadores do apocalipse, pois esta não é uma situação peculiar do Brasil neste contexto de crise internacional. Apesar dos problemas, o crescimento da renda, o controle da inflação e a evolução do emprego parecem consolidados. Por exemplo, em novembro o desemprego foi de apenas 4,6%, segundo dados do IBGE.
Os números anunciados recentemente pela Suframa mostram que, apesar do pessimismo de poucos analistas, a crise anda distante da economia brasileira, especificamente do PIM. A projeção é que nosso modelo de desenvolvimento tenha um faturamento de R$ 80 bilhões em 2013, R$ 6 bilhões a mais que no ano passado e com 127 empregos, 1.760 a mais que 2012.
Antes que os analistas de plantão retruquem os números é preciso comparar o atual momento do PIM com o que foi em passado recente. Segundo dados da SUFRAMA, em 1990 nosso pólo industrial empregava 76.798 pessoas, no entanto com a desertificação neoliberal dos anos 90, período governado pelo PSDB, nosso parque industrial sofreu enorme baque, chegando ao final da década com apenas 44.519 empregos. Com a retomada do estado como indutor do desenvolvimento, a partir de 2003, a indústria do PIM voltou a crescer, gerando mais de 100mil emprego em 2010 e chegando a 127 mil em outubro de 2013.
Por mais que esses poucos analistas façam esforços para negar o avanço do Brasil, os números são consistentes e mostram a falta de sintonia de algumas análises.
| Foto: SUFRAMA |