A Carta Constitucional brasileira é bastante clara no seu parágrafo 1°, artigo único: “todo poder emana do povo”. Nesse sentido, diante das manifestações populares, a reforma política que está sendo proposta pela Presidente Dilma só será capaz de ser viabilizada através da consulta popular, mediante a realização de um plebiscito nacional que já encontrou resistência de parte da base do governo, da oposição e da grande mídia, que preferem um referendo.
Ambos os instrumentos, plebiscito e referendo,
encontram amparo no texto constitucional. O primeiro é convocado antes
da norma sobre o assunto, cabendo ao povo opinar o que realmente deseja
em termos de mudança para o país. Já o segundo, a população vai apenas
opinar sim ou não sobre algo já deliberado pelos legisladores. Por esta
comparação, creio que o plebiscito representa, de forma mais clara, os
anseios populares, manifestado nas ruas.
A resistência ao plebiscito torna mais evidente a natureza das
mudanças desejadas pela oposição, pela grande mídia e setores da base do
governo, pois com o referendo o debate político sobre os rumos
desejados para o país, manifestados nas ruas, fica prejudicado. Os
barões da comunicação sabem que o debate plebiscitário sairia de seus
controles, tornando a população protagonista do processo, o que seria
impensável para nossa elite conservadora que tem utilizado como
argumento contra o plebiscito a seguinte frase: “o povo não entenderia
as perguntas, que são técnicas”.
Mero artifício para escamotear o desejo de não participação popular.
O que parece ficar claro é que a oposição não deseja mudança alguma, pois se desejasse teria participado da reunião com a presidente quando foi convocada para discutir a reforma política no começo desta semana. O artifício de que o referendo seria a melhor forma é mero jogo político para protelar e não fazer a reforma política.
A Presidente Dilma foi sensível aos anseios populares que deseja mudar o atual sistema político. No entanto, para que a reforma aconteça às ruas não podem mais se calar.
Postado em: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/07/06/so-plebiscito-muda/
Mero artifício para escamotear o desejo de não participação popular.
O que parece ficar claro é que a oposição não deseja mudança alguma, pois se desejasse teria participado da reunião com a presidente quando foi convocada para discutir a reforma política no começo desta semana. O artifício de que o referendo seria a melhor forma é mero jogo político para protelar e não fazer a reforma política.
A Presidente Dilma foi sensível aos anseios populares que deseja mudar o atual sistema político. No entanto, para que a reforma aconteça às ruas não podem mais se calar.
Postado em: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/07/06/so-plebiscito-muda/