Recentemente a Presidente Dilma lançou o “Programa Mais Médicos” com o objetivo de melhorar a atenção básica à saúde da população que, muitas vezes, é mal atendida quando procura este serviço e não encontra um profissional dessa área para recepcioná-la. Uma das medidas estipula dois anos de atuação no SUS para conclusão do curso de medicina, o que aproximará médicos das populações mais pobres.
A primeira evidência que se constata para lançar o “Programa Mais
Médicos” é que o número de profissionais existentes não é suficiente
para atender a demanda de quem precisa de um médico, principalmente na
área de atenção básica. Pesquisa realizada pelo Conselho Federal de
Medicina (CFM) aponta que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas
regiões Sul, Sudeste e nas grandes cidades. Os dados mostram que os
formados em medicina atuam nos locais onde fizeram faculdade que,
geralmente, é nos centros urbanos, ficando as zonas mais longínquas
desprotegidas.
As associações médicas manifestaram contrariedade com esta nova etapa
para conclusão do curso de medicina, tachando a medida de “serviço
social obrigatório” e de mais “exploração” aos médicos. A verdade é que
grande parte dos formados no curso de medicina não mostram disposição
para atuar nas periferias ou no interior. Para o ex-ministro e médico
Adib Jatene, “os médicos têm que ser especialistas em ser humano e não
em equipamentos”.
Outro fator importante, é que os médicos formados nas
universidades públicas custam muito dinheiro aos brasileiros, sem
nenhuma retribuição social. Segundo dados do Ministério da Educação
(MEC), o custo de um aluno de medicina na universidade pública é de R$
792.000,00, sem os custos com residência. Os dois anos de atuação no SUS
reparam esta injustiça e humaniza a profissão.
A obrigatoriedade deste novo ciclo no curso de medicina entra em
vigor em 2015 e, certamente, fará uma grande revolução no sistema de
saúde brasileiro, na medida em que oferecer condições de atendimento
à população.
| Reprodução: http://www.blog.saude.gov.br |
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