As recentes manifestações que vem ocorrendo no Brasil já surtiram alguns efeitos, dentre os quais a redução da passagem de ônibus em muitas cidades. As ruas sinalizaram um grande descontentamento com o sistema político em vigor e ouvindo o grito das manifestações a Presidente Dilma anunciou medidas importantes para a vida dos brasileiros. Das medidas anunciadas quero me ater na Reforma Política, pois me parece ser o centro das inquietações.
Embora o formato para realização desta reforma esteja sendo
construído, o mais importante é que terá como princípio a participação
popular, o que certamente garantirá o caráter democrático deste
processo.
A necessidade de reformar o sistema político brasileiro já vem de
muito tempo, mas sempre tem esbarrado nos interesses daqueles que se
beneficiam com o atual modelo que privilegia, fundamentalmente, o poder
econômico.
São vários os pontos a serem discutidos, mas a questão central para um sistema democrático e representativo gira em torno do tipo de financiamento para campanhas: público ou privado.
Pelo sistema político atual os candidatos para se elegerem precisam gastar enormes volumes de recursos e, geralmente, recorrem às grandes empresas para financiar suas campanhas, o que implica defender, quando eleitos, os interesses das mesmas. Por exemplo, segundo a ONG Transparência Brasil, na campanha de 2010 foram arrecadados em doações de campanhas para deputado federal R$ 4,8 bilhões, metade desses recursos foram doados por empreiteiras e construtoras e dos 513 eleitos 369 foram os que mais gastaram, uma média de 12 vezes mais dos que não se elegeram.
Por outro lado, o financiamento público de campanha permite uma disputa mais equilibrada, onde prevalecerá as disputas de projetos e reduzirá a influência do poder econômico, dando maior representatividade nas Casas Legislativas.
A atual conjuntura abre uma grande oportunidade para o Brasil fazer a reforma política e consolidar ainda mais uma democracia participativa.
Reprodução do post: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/06/29/a-reforma-politica/
econômico.
São vários os pontos a serem discutidos, mas a questão central para um sistema democrático e representativo gira em torno do tipo de financiamento para campanhas: público ou privado.
Pelo sistema político atual os candidatos para se elegerem precisam gastar enormes volumes de recursos e, geralmente, recorrem às grandes empresas para financiar suas campanhas, o que implica defender, quando eleitos, os interesses das mesmas. Por exemplo, segundo a ONG Transparência Brasil, na campanha de 2010 foram arrecadados em doações de campanhas para deputado federal R$ 4,8 bilhões, metade desses recursos foram doados por empreiteiras e construtoras e dos 513 eleitos 369 foram os que mais gastaram, uma média de 12 vezes mais dos que não se elegeram.
Por outro lado, o financiamento público de campanha permite uma disputa mais equilibrada, onde prevalecerá as disputas de projetos e reduzirá a influência do poder econômico, dando maior representatividade nas Casas Legislativas.
A atual conjuntura abre uma grande oportunidade para o Brasil fazer a reforma política e consolidar ainda mais uma democracia participativa.
Reprodução do post: http://blogs.d24am.com/artigos/2013/06/29/a-reforma-politica/