terça-feira, 1 de outubro de 2013

Semana de Mobilização Indígena

Hoje a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) realizou audiência pública sobre os 25 anos de promulgação da Constituição Cidadã. Foram discutidas as conquistas dos povos indígenas e as tentativas de retrocesso. Entre as representações presentes estiveram a coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Boni dos Santos; Cleber César Buzatto, Secretário Executivo do Conselho Indigenista Missionário; o Coordenador Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq), Denildo Rodrigues; e a presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Maria Augusta Boulitreau Assirati.

O debate também complementa a ação da semana de Mobilização Nacional Indígena, que convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) convida os povos indígenas a defender as conquistas da Constituição de 1988, que no próximo dia 5 de outubro completa 25 anos.

- "Essa semana as vozes se juntam... É hora de somar, é hora de dar as mãos."
- "Constrangedor é o que a bancada ruralista está fazendo com os direitos indígenas".
- "A natureza é nossa mãe e mãe se cuida, mãe se defende, mãe se protege".
Sônia dos Santos

Essas foram algumas das falas da coordenadora da Apib, Sônia dos Santos ou Sônia Guajajara, como é conhecida na comunidade indígena. Sônia fez crítica pontual em sua fala contra os retrocessos que alguns dos setores desenvolvimentistas do Brasil tentam impor à comunidade indígena.

Danilo Rodrigues da Conaq lembrou que dos vinte e quatro (24) projetos de lei que tramitam no Congresso, relativos aos quilombolas, vinte (20) tem como objetivo cessar direitos sobre terras quilombolas e apenas quatro (4) mantêm os direitos conquistados.

- "Nós não fomos convidados, fomos arrastados pelo Estado Brasileiro para cá e já que estamos aqui... que nos respeitem, pois também ajudamos a construir o Brasil".
- "Quando a gente vem a essa casa não vem pedir, vem exigir que se cumpra aquilo que está na constituição"
Danilo Rodrigues
O movimento indígena tem que ter uma agenda para discutir os direitos conquistados e avançar para ampliar esses direitos. Lamentavelmente a história registra que a elite econômica agrária e política sempre esteve contra os negros e índios deste país.

Nesse sentido, manter a essa agenda de articulação com partidos e entidades da sociedade civil, que apoiam o movimento, está na ordem do dia.

Parabéns a todas as entidades presentes no debate!

#MobilizaçãoIndígena #pelodireitoindígena