Está na capa do 'A Crítica' de hoje e também no cotidiano de muitas mulheres. A violência contra a mulher está presente na nossa sociedade, infelizmente. A ONU indica que a violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica. Alguns tipos de violência, como o tráfico de mulheres, cruzam as fronteiras nacionais.
"As mulheres que experimentam a violência sofrem uma série de problemas de saúde, e sua
Capa jornal A Crítica - 08/out/2013
capacidade de participar da vida púbica diminui. A violência contra as mulheres prejudica as famílias e comunidades de todas as gerações e reforça outros tipos de violência predominantes na sociedade."
- ONU
A violência é constantemente fortalecida pela cultura de discriminação da mulher na sociedade. Segundo dados da ONU, cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida. De acordo com dados do Banco Mundial, mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que câncer, acidentes de carro, guerra e malária.
Muito da cultura da violência decorre também do processo histórico de impunidade presente nos casos. A Lei nº 11.340, assinada pelo Presidente Lula em agosto de 2006, Lei Maria da Penha, pretende coibir a violência contra a mulher. A sociedade civil organizada se mobilizou por muitos anos para que pudesse dispor de um instrumento legal que fizesse o Estado brasileiro se empenhar no processo de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.
"A lei Maria da Penha começa a dar resultados. Eu acho que nós estamos vencendo, mas falta muito. Falta a consolidação de uma rede (de proteção à mulher) e falta a mudança de mentalidade (de que os homens não têm direito de agredir as mulheres)", afirmou à BBC Brasil a ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Eleonora Menicucci.
Falta muito, mas o processo já foi iniciado. Agora precisamos vencer nossas principais barreiras, a impunidade, a falta de mecanismos que protejam e ofereçam suporte às mulheres inseridas nesse contexto, mas principalmente falta desejarmos erradicar a cultura machista.
