sábado, 19 de outubro de 2013

Bolsa Família

Neste domingo, o Programa Bolsa Família, que já foi denominado pela oposição de ‘Bolsa Esmola’, completa 10 anos. Os estudos sobre o impacto deste programa na vida dos brasileiros mostram que, além de reduzir a pobreza extrema, impactou fortemente na melhoria da qualidade de vida das pessoas e ajudou o Brasil a avançar no combate à miséria.
Depois de várias experiências, sem muito efeito, com programas de transferência de renda adotadas no Brasil, no primeiro mandato do presidente Lula foi instituído o Programa Bolsa Família que objetivava minorar, de imediato, a pobreza por meio de transferência de renda condicionada, ou seja, as famílias beneficiárias teriam como condição manter os filhos nas escolas e atualizar a caderneta de vacinação das crianças, por exemplo.
Passados esses 10 anos, os resultados foram extremamente favoráveis para os objetivos propostos. Estudo elaborado pelo Instituto de Política e Economia Aplicada (Ipea) mostra que 36 milhões de brasileiros deixaram a linha de pobreza, até o ano passado, devido ao Programa Bolsa Família. Além de estar proporcionando a superação da extrema pobreza, este programa foi responsável pela redução de 19,4% da mortalidade infantil; a taxa de aprovação escolar dos alunos beneficiados pelo Bolsa Família supera os 80%, acima da média nacional de 75,2% e a evasão escolar das crianças com esse benefício é menor que a média nacional.

Os neoliberais de plantão costumam insinuar que este programa estimula o comodismo, pois tal benefício desestimula a procura por trabalho. Pura retórica ideológica para querer justificar o estado mínimo. Dados comprovam que 70% das pessoas que recebem o benefício trabalham e 10% dos 3,5 milhões de microempreendedores individuais do Brasil também o recebem.

Ao completar seu décimo aniversário, o Bolsa Família é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como referência mundial de combate à extrema pobreza. Infelizmente, só a oposição brasileira teima em não reconhecer as evidências.